Você sabe o que é osmose reversa?

Você sabe o que é osmose reversa?

No campo da química, dá-se o nome de solução à soma do solvente (elemento líquido) com o soluto (elemento sólido). A osmose reversa é procedimento de filtração bastante utilizado em diversos processos físico-químicos, mas especialmente no que se refere a técnicas de tratamento de água.

Quando em uma solução, o solvente realiza o movimento de ir de uma solução mais concentrada para outra menos concentrada.

Ambas no mesmo recipiente, mas isoladas por uma membrana semipermeável, em busca de equilibrar a concentração das duas partes e terminando por separar o soluto, ocorre o que chamamos de osmose reversa.

Tendo seus princípios sido observados pela primeira vez há mais de duzentos anos (mas cuja pesquisa para desenvolver e ser utilizada tal qual nos moldes em que conhecemos hoje, começou por volta da década de cinquenta).

Para tratar a água que utilizamos, várias etapas são seguidas para assegurar a potabilidade do que consumimos

Ao conhecermos uma estação de tratamento de água (ETA), veremos algumas dessas etapas em ação: o gradeamento (grades que retêm resíduos maiores como galhos e pedras).

A floculação (uso de agentes químicos para fazer com que resíduos menores de sujeiras fiquem unidos), a decantação (quando esses resíduos que foram unidos na etapa anterior fiquem para trás no tanque de decantação).

A filtração (uso de filtros) e por fim, a correção de acidez e purificação dessa água via aditivos químicos (como cal e cloro).

Dentre esses processos de filtração da água, encontra-se a osmose reversa; voltada especialmente para a dessalinização (extrair o sal, e/ou seu excesso da água), que age de forma a torná-la apta para bebermos, além de produzir em alguns casos, o sal como um subproduto bônus.

A população mundial da Terra cresce exponencialmente a cada ano (visto que a expectativa de vida, com as tecnologias e conhecimento humano adquirido aumentou, enquanto a mortalidade caiu).

Assim como o seu consumo de uma das matérias primas mas importantes: a água

O planeta Terra, conta, na sua composição, com 70% de água; todavia, desses 70%, cerca de 97% são constituídos de água salgada, 2% de água congelada e resta apenas pouco menos de 1% de água doce, própria e acessível para consumo humano.

Indispensável para sua sobrevivência e desenvolvimento de suas atividades, a água é necessária não só no consumo doméstico (abastecimento público), como agrário, industrial, comercial, recreativo e energético; a água é artefato de orgulho e disputa entre os países do globo.

Para alguns territórios, já não é tão simples. Locais como Oriente Médio (desfavorecido não só geográfica como economicamente), que não tem reservas tão grandes como o Brasil.

Buscam constantemente alternativas para suprir este item, muitas vezes precisando até importar água de lugares com excedente (daí nascendo o conceito de água virtual; a água que não é usada para beber mas que foi empregada substancialmente para algum fim.
Portanto consumida da mesma forma, o que indica que ao exportarmos grãos, por exemplo, estamos também exportando a água requerida para que eles tenham sido produzidos).

Uma das alternativas mais aplicadas pelos países nessa situação, é justamente a dessalinização, através do filtro osmose reversa.

Usado não só para águas do mar, como também para as salobras e reservas com águas que ainda tenham nível muito alto de sujeiras e resíduos.

Uma solução funcional, uma vez que sua oferta é grande assumindo que se possa contar com água do mar e diminui a demanda pela água de fonte convencional; mas não definitiva, devido aos seus custos (limpeza e investimento).

Não ser tão rápida e o descarte do material subjacente gerado ao final do procedimento ainda não ser uma questão totalmente resolvida.

Embora o Brasil seja privilegiado nesse sentido (graças ao rio Amazonas, que representa cerca de 17% da água potável disponível).

Não está livre de ser atingido pela crise hídrica mundial que cresce a cada dia (o que se comprovou na recessão de abastecimento sofrida pela região Sudeste em 2014 por exemplo).

Assim, demonstra-se clara a carência de planos de contingência dos recursos hídricos não só no Brasil, mas no mundo.

É urgente, que nossos representantes ao redor do globo, percebam que é preciso planos que deem conta da alta demanda (visto que a oferta há muito já foi ultrapassada), de forma a incluir seu território e também o de seu vizinho.

Para que as diversas etapas do tratamento de água (constantemente propostas e aprimoradas por pesquisadores de todo o mundo) sejam efetivamente aplicadas; para que o custo a pagarmos não termine sendo muito maior.

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