Destinação correta de resíduos

Destinação correta de resíduos

O respeito com a natureza deve partir de todos os setores da sociedade, tanto governamental, quanto da população e do segmento industrial e empresarial.

Antes das leis federais serem colocadas em prática, a partir da década de 1980, as empresas descartavam os resíduos poluentes diretamente em rios, mares e lagos, sem nem ao menos um tratamento ou uma separação entre os segmentos mais comuns hoje em dia, que são: papel, plástico, materiais ferrosos e vidro.

A situação chegou a um estado alarmante quando municípios não sabiam o que fazer com tanta poluição prejudicando diretamente a população, com gases tóxicos afetando a saúde respiratória e os alimentos produzidos no entorno destas cidades.

Resíduos industriais devem ser tratados

Após a implementação da Lei Nacional de Política do Meio Ambiente – L6938/1981, todas as fábricas e indústrias tiveram que se readaptar para atender as normas de descarte correto dos resíduos que eram produzidos, protegendo a flora, a fauna e a população em torno de toda a planta industrial.

Com isso, o tratamento de resíduos industriais deu um novo passo, diminuindo consideravelmente a agressão ao meio ambiente que tinham causado em anos anteriores.

Atualmente, além desta lei ser soberana, em 2010 foi sancionada a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos – L1235/2010, que trata do descarte correto de resíduos sólidos, com uma tratativa muito interessante sobre o lixo reciclavel.

Nesta norma, há total favorecimento a empresas que trabalham com a logística reversa, atingindo principalmente a indústria de pneus e eletroeletrônicos. Com essa lei, diversos municípios tiveram que se adaptar à lei, revendo todo o processo de coleta e descarte de lixo, além da aplicação de multas em empresas que não estavam dentro das normas especificadas.

Anteriormente às leis apresentadas, o cuidado com o descarte era praticamente zero, mas depois de aplicadas, as empresas tiveram que se adaptar para que tratassem os resíduos sólidos e ainda demonstrassem projetos que mudariam o processo de captação e descarte do lixo.

Uma destas mudanças foi a implementação da coleta seletiva, separando materiais orgânicos dos inorgânicos, primeiramente. Só com esta atitude, a cultura da reciclagem já começou a se destacar, dando novos destinos a produtos que antes eram descartados de maneira intensa e errônea.

Outros tipos de lixos também devem ser separados e recolhidos de forma especial, podendo ter um destino completamente diferente do material inicial.

Esse é o caso da coleta de entulho, encontrada principalmente em empreendimentos imobiliários. Com o destino correto, estes resídios podem se transformar em guias de calçada, bancos de praças e bloquetes de concreto e podem ser adaptados até mesmo para os empreendimentos de onde saíram.

A forma de carregamento destes materiais podem ser realizados por meio de transportadoras especializadas, que costumam utilizar bombonas plásticas para recolher resíduos ferrosos, plástico e vidro, principalmente.

Adaptados para que sejam despejados de maneira ordenada nas caçambas e de lá em máquinas transformadoras, a facilidade de acesso pode aumentar a reciclagem, conforme a conscientização ambiental aumenta em todos os setores produtivos e responsáveis pelo descarte regular dos resíduos sólidos.

Como cada setor deve se atentar ao encaminhamento apropriado, é preciso deixar claro por que há a necessidade da aplicação das leis federais em todos os âmbitos daqueles que tem o dever de separar cada material em seus respectivos destinos:

  • Economia no setor elétrico;
  • Produtos com qualidade garantida;
  • Tecnologia avançada na transformação de reciclagem;
  • Aumento de emprego no setor produtivo

Respeito às leis ambientais dão retorno

As empresas que tem o cuidado com as leis ambientais tem retorno não apenas como protetor do meio ambiente, mas também um retorno financeiro.

Todo produto proveniente da reciclagem pode ser revendido ao mercado de forma legal e há programas municipais, estaduais e federais que promovem parcerias entre público e privado, como a adoção de praças públicas, gerando propaganda para as empresas amigas da natureza.

Com cada um fazendo a parte que lhe cabe, teremos um futuro glorioso para o meio ambiente, com a despoluição de rios, lagos e mares, dando o tratamento adequado aos resíduos, em aterros sanitários e a liberação de licenciamento ambiental de forma correta.

Assim, o tratamento do lixo é possível e a transformação em diversos outros produtos é possível com o avanço que a tecnologia alcançou nos últimos anos.

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