Como é feito os tratamentos de efluentes?

Como é feito os tratamentos de efluentes?

Toda indústria gera resíduos por causa da rotina. Os efluentes industriais (gases e líquidos) são um exemplo disso.

Para evitar o descarte incorreto no meio ambiente, as indústrias precisam, obrigatoriamente por lei, fazer o tratamento adequado dessas substâncias. Afinal, além de contaminar o solo, a água e causar doenças, os efluentes industriais também causam doenças

Por isso, a chamada Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) é uma das soluções encontradas para que esse processo aconteça nas indústrias. Na prática, a estação é o local onde os resíduos chegam e passam por um processo de descontaminação, envolvendo fatores físicos, químicos e biológicos.

Quais os tipos de estação para tratar efluentes? Esse processo é feito dentro da indústria ou fora dela? O que a legislação brasileira prevê em relação ao tratamento de efluentes industriais?

Essas e outras dúvidas são comuns quando se toca nesse assunto. Quer saber mais? Continue lendo esse artigo e descubra tudo o que você precisa saber sobre o tratamento de efluentes industriais!

Por que é importante tratar os efluentes?

Qualquer tipo de lixo, quando descartado na natureza, causa uma série de problemas. Se tratando dos efluentes industriais então, as chances de contaminação do solo, da água, entre outros problemas, como o desequilíbrio do ecossistema, aumentam.

É por isso que investir em medidas como a Estação de Tratamento de Efluentes e outras atitudes para evitar ou minimizar os impactos ambientais causados pela indústria é importante.

Além da responsabilidade socioambiental, as indústrias que fazem o tratamento de efluentes de forma adequada, respeitam a  Lei Nº 12305/2010 instituída pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Neste contexto, é importante reforçar que toda atividade industrial que causa algum impacto ambiental negativo, precisa ter alvarás ambientais para funcionar. Isso inclui, também, a licença para uma estação de tratamento, por exemplo.

Como funciona uma estação de tratamento?

As estações de tratamento, também conhecidas por ETEs podem ser encontradas em vários modelos. A estação  adaptada para as indústrias e a estação de tratamento compacta são os mais comuns. Independente do modelo, esse dispositivo na prática faz parte de uma série de estratégias para descontaminar os efluentes e a água.

Por isso, além dos resíduos industriais, as ETEs também são consideradas como Equipamentos para tratamento de água. Enquanto uma estação industrial é um sistema mais completo e complexo, uma estação compacta é a solução certa para empresas menores.

A diferença entre esses equipamentos está no tamanho, já que na prática, as duas estações permitem o tratamento dos efluentes industriais, por fases. Entenda como funciona cada uma delas em uma estação de tratamento.

Fase 1

Para o efluente industrial deixar de ser tóxico, há uma série de processos químicos, físicos e biológicos envolvidos. No entanto, antes mesmo que eles aconteçam, a fase inicial do tratamento dos efluentes consiste em alguns fatores, como:

  • Peneiramento do material;
  • Filtragem;
  • Separação de óleos, gorduras e areias;
  • Remoção dos sólidos com grades ou telas.

Fase 2

Após a separação dos sólidos, é hora dos processos químicos e físicos entrarem em ação. Por isso, a estação de tratamento de água e de efluentes é usada nesse momento para remoção dos poluentes das substâncias. Entre as técnicas usadas para isso, vale destacar a desinfecção da água por meio da neutralização de Ph.

Fase 3

Dessa vez, os processos biológicos são o foco. Há duas fases para tratar os efluentes dessa forma: a anaeróbia e a aeróbia. Na primeira, os resíduos de esgoto são transferidos da ETE para um tanque, no qual as bactérias que vivem de oxigênio (anaeróbias) interferem na matéria.

Na segunda fase, os micro-organismos destroem as substâncias tóxicas, ao se alimentar da matéria e transformá-la em CO² e água. Especialistas acreditam que, a partir deste processo, há 95% de eficácia no tratamento dos resíduos, dependendo da estação de tratamento de água e efluentes.

Fase 4

Ao tratar os efluentes, as substâncias podem ser transformadas em lodo ou biogás. No caso do lodo, essa matéria é o que surge quando as substâncias orgânicas são removidas do efluente. Além dos efluentes poderem ser reaproveitados como combustíveis, há quem os use como adubo.

Apesar de todos os benefícios que uma estação de tratamento proporciona, as indústrias brasileiras produzem 33 milhões de toneladas de resíduos.

Desse total, apenas 25% têm tratamento adequado. A informação, encomendada por uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos Efluentes (Abetre) revela um desafio necessário para as indústrias: transformar essa realidade e entender os impactos que ela causa.

Nessa situação, contar com a consultoria de uma Empresa de licenciamento ambiental é algo muito válido para entender como a lei funciona para os efluentes industriais e como o tratamento das substâncias deve ser feito dentro das estações.

Empresa de licenciamento ambiental: vale a pena investir?

Para que uma indústria funcione sem irregularidades, é preciso cumprir a legislação ambiental. Nesse contexto, é comum que os órgãos ambientais, de esfera nacional, municipal ou estadual solicitem autorizações de funcionamento.

Toda autorização é uma licença ambiental e, nesse contexto, as estações de tratamento também precisam de um aval para funcionar (já que estão nas indústrias).

Como esses processos costumam ser longos e burocráticos, é preciso ter estratégias constantes. No entanto, a maioria das indústrias não conta com um planejamento para lidar com todas as burocracias. Por isso,  investir em uma empresa de consultoria ambiental para orientar todas essas fases é muito importante.

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