A importância do tratamento e monitoramento de efluentes

A importância do tratamento e monitoramento de efluentes

Hoje, um dos assuntos mais falados mundialmente é a sustentabilidade. Se discute muito as formas de cuidar melhor do meio ambiente e de como fazer isso de maneira prática e exata.

Uma das respostas é o tratamento de efluentes. Isso porque, de acordo com mais de um estudo de impacto ambiental, o descarte inadequado afeta rios e solos.

Essa atividade é normalmente realizada pela prefeitura, quando envolve a rede pública ou pelo bombeiro. Mas, indústrias e outras empresas também podem realizar o tratamento.

Por existirem diversos tipos de efluentes, existem tratamentos específicos para cada um deles. Por conta disso, são utilizados equipamentos para tratamento de efluentes industriais específicos.

Aliás, com a tecnologia, existem diversos equipamentos diferentes que realizam essa atividade de forma prática e rápida.

Alguns desses equipamentos, inclusive, não fazem apenas o tratamento, mas também possibilitam o reúso dos líquidos, seja para sanitários ou para regas.

Os problemas ambientais causados pela falta de tratamento

Perda de qualidade de vida, efeitos danosos para a natureza e problemas de saúde são apenas alguns dos problemas causados pela falta de tratamento de efluentes.

Além disso, eles podem causar danos em terrenos que tinham chances de serem utilizados.

Assim, é função de uma empresa de regularização fundiária analisar as condições de determinados terrenos antes de iniciar construções civis e arquitetura.

Os efluentes são, na maioria das vezes, provindos de indústrias e tratamentos sanitários. Quando chegam ao ambiente aquático, promovem um desequilíbrio, matando peixes e tornando aquele local inabitável.

Para termos uma ideia do tamanho do problema, uma análise de todos os rios trouxe a tona que apenas 11% são de boa qualidade.

Como já dissemos, não é apenas a natureza que sofre as consequências da falta de tratamento de efluentes. Na verdade, muitas doenças podem ser causadas com o não tratamento de efluentes domésticos e industriais. Algumas delas são:

  • Cólera;
  • Meningite;
  • Amebíase;
  • Disenteria;
  • Tumores;
  • Dermatoses.

Existem duas formas de realizar esse tratamento. A primeira delas é chamada de onsite, ou seja, in loco.

A própria empresa ou indústria realiza esse tratamento. A segunda é chamada de off site, ou seja, em outro local.

Ela se da quando indústrias mandam seus efluentes para outras empresas, que se responsabilizam pelo tratamento.

Essa é uma questão tão importante que existem duas leis que regulam a atividade. São elas: Lei 9.605/1998 – Lei dos Crimes Ambientais – e Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Os problemas são ainda maiores quando pensamos que muitas das indústrias que produzem esses efluentes estão instaladas em zonas urbanas, com uma grande quantidade de pessoas em volta. Isso ameaça não só a saúde da população, mas afeta também as questões agrícolas próximas e a fauna e flora do local.

O problema da escassez de água

Outra questão que acaba sendo preocupante quando falamos da falta do tratamento de efluentes (sejam industriais ou domésticos) é a escassez de água potável.

Essas duas questões estão intimamente ligadas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2030 precisaremos de 40% de água a mais do que temos hoje. Isso significa que a necessidade de tratamento de rios e lagos é ainda maior.

Uma das formas de evitar esse problema é atuar com a reutilização da água. A indústria, por exemplo, poucas vezes necessita de água potável para seus procedimentos. Assim, o reúso é fundamental.

Além disso, o tratamento dos efluentes também permite que a água chegue aos locais menos debilitada e, assim, possa ser tratada de maneira correta para se tornar potável novamente.

Quando isso não acontece, esse líquido poluído acaba destruindo, também, mais uma fonte possível de recursos de qualidade.

Monitoramento de efluentes e sua importância

Além do tratamento que deve ser realizado, é preciso fazer, também, o monitoramento de efluentes. Nesse momento, coleta-se amostras para a análise em laboratórios específicos. Assim, é possível obter detalhes e informações mais complexas sobre os resíduos e a quantidade deles.

Além disso, realizar o monitoramento também auxilia nas estratégias de tratamento. Assim, é possível consultar as informações detalhadas sobre os resíduos e estudar formas de melhorar.

Há, também, o monitoramento do próprio tratamento de efluentes, que garante que os procedimentos estão sendo feitos de maneira correta. Isso evita multas e punições.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *